Jogo Sujo : Vereadores acatam denúncia contra Prefeito por licitação que já havia sido extinta

Na mesma sessão, rejeitam acusações graves com provas robustas de  esquema de contratação de funcionários fantasmas pelo presidente da Câmara.

  Jaguarari – O poder legislativo tem dado cada vez mais provas de que está obedecendo aos objetivos políticos pessoais. Mais uma prova dessa manipulação exercida pelo chefe do legislativo municipal e da subserviência dos vereadores foi à votação dos pedidos de abertura de Comissão de Processo Parlamentar contra o presidente da casa, Márcio Gomes e o Prefeito Everton Rocha, ambos votados na sessão desta quinta (11).

Segundo a denúncia protocolada pelo advogado Reges Pinto, o presidente da Câmara, vereador Márcio Gomes implantou um esquema de contratação de funcionários fantasmas, através da nomeação de pessoas que residem no município de Riachão do Jacuípe e que nunca exerceu um dia de trabalho em Jaguarari. Não bastasse isso, além do salário, o presidente do legislativo ainda adicionava uma gratificação de 770 reais totalizando quase 2 mil reais de remuneração para Flávia dos Reis Silva, que de acordo com as provas da denúncia, reside em Riachão do Jacuípe e trabalha com carteira assinada naquela cidade. E a funcionária fantasma, de nome Jacira dos Reis Souza, que também reside em Riachão do Jacuípe e também recebia sem nem aparecer na Câmara de Jaguarari.

Mesmo com todas as provas documentais juntadas, a acusação contra Márcio Gomes foi engavetada e arquivada pelos colegas de vereança que rejeitaram o pedido de abertura de inquérito contra o presidente da casa. A exceção foi o vereador Louri da Barrinha, que votou pelo prosseguimento do inquérito.

Enquanto fecham os olhos para acusações graves contra o Presidente da Casa, os mesmos vereadores acatam uma segunda denúncia contra o Prefeito Municipal, Everton Rocha. A primeira já havia sido descaracterizada pela sua inconsistência. E agora, o motivo da acusação é uma licitação de serviços tributários que foi extinta antes mesmo da assinatura do contrato pelo Prefeito e da realização dos serviços.

A medida foi tomada pela Controladoria do Município, que avalia todos os processos administrativos. De acordo com o corregedor esse processo já havia sido extinto muito antes dessa denúncia surgir porque a empresa vencedora não atendia um dos critérios do certame. “A extinção desse processo licitatório de contratação de empresa de sistema tributário foi iniciada no dia 20 de novembro e publicada no dia 14 de dezembro. Mesmo tendo sido homologado, o contrato ainda não havia sido assinado pelo prefeito Everton Rocha, pois estava em análise da controladoria, que identificou na demonstração do serviço que a empresa vencedora não possuía o sistema 100% web, como solicitado no certame”, explica o controlador geral, Hermógenes Oliveira Neves.

Com o resultado da sessão desta quinta (11) fica evidente o comprometimento da maioria dos vereadores ao julgar os pedidos de abertura de inquérito. Enquanto livraram o colega presidente da casa, Márcio Gomes, das acusações gravíssimas com provas documentais de implantação de esquema de contratação de funcionários fantasma. Decidem acatar injustamente a denúncia por algo que foi extinto antes mesmo de se concretizar e nem chegou a ser assinado pelo Prefeito.

A pergunta que a população se faz nesse momento é: quem leva vantagem com isso? Com certeza não é o povo e nem o município. Depois dessa atitude, como confiar em quem tem a missão de criar as leis e fiscalizar o poder executivo? É, em Jaguarari a Câmara só tem legislado em causa própria!

 

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