Professora Angélica abre sua vida, fala sobre o racismo, intolerância, empreendedorismo, educação e politica

Com um Vasto Currículo que abrange letras, pedagogia, contabilidade e administração, Angélica Bittencourt, 48 anos, casada e mãe de três filhos, é uma das principiais referências na área de educação privada em Camaçari. À frente do Centro Educacional Bittencourt ( Menino Jesus ), ela administra uma estrutura polpuda com cerca de 1.500 alunos, divididos em duas unidades, uma no Centro de Camaçari ( Gleba B ) e outra em Vila de Abrantes. Empreendedora arrojada, Angélica inaugura, no próximo ano, uma unidade em Dias D’ Ávila, com estrutura que promete superar, inclusive a própria sede.

Sou de origem humilde e garanto que os desafios que enfrentei não foram poucos, mais eles ajudaram no meu Crescimento. Estudei num tempo em que a educação era considerada primordial e, talvez por isso, logo cedo comecei a trabalhar, aos 15 anos de idade, dando banca.
Uma alternativa encontrada para ganhar um dinheiro e contribuir com minha família.
Antes disso, cuidei de três primos, ainda muito menina, com 12 anos.
Meus tios moravam em Camaçari e eu com minha família no interior de São Sebastião do Passé, Na época, eles não tinham condições de pagar alguém para cuidar dos meninos e, então, minha mãe me cedeu para ajudar, mesmo sendo a filha mais nova. Fiquei com eles um tempo e logo meus pais também vieram morar em Camaçari.
As coisas estavam muito difíceis. Meu Pai era caminhoneiro, mas passava por dificuldades com clientes, dai precisávamos nos virar. Um irmão vendia manga na porta de casa, outra farinha na feira e eu dava aula às crianças da vizinhança. Eu amava e me realizava a cada aula.
( Afirma Angélica )

Logo Se Percebe Que Seu Espirito Empreendedor Nasceu Cedo, Foi Da Banca Que Surgiu O CEB??

Sim! O nome da minha banca, já era Menino Jesus, mas antes do CEB trabalhei como servente de limpeza em uma grande escola particular de Camaçari, depois iniciei como professora em outra escola, da qual fui sócia.


No primeiro momento, tive como pagamento uma mesa e algumas cadeiras. Na segunda escola, fiquei com um débito de um pai que me gerou um terreno. Assim começou começou minha história com o CEB. Trabalhei muito. Carreguei saco de cimento, fiz limpeza, transporte, cozinhei.
Vivi muitos anos em sala de aula e, ao mesmo tempo, exercendo múltiplas tarefas, pois tinha o objetivo de crescer na vida. Enfrentei e ainda enfrento preconceito racial, mais isso nunca me abalou, muito pelo contrário, foi mais combustível para minha vontade de vencer .

Educação, mulher, política. Passeamos por todos esses setores. Ao final a principal mensagem transmitida: ” educação é o motor de qualquer mudança!

Fonte: Nossa Metrópole
por Fabiana Monte

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