Goleiro é preso por injúria racial após jogo entre América-MG e Oeste, no Independência, em BH

O goleiro Rodolfo, do time paulista Oeste, foi preso em flagrante por crime de injúria racial após ser denunciado pelo zagueiro Messias, do América-MG, de acordo com a Polícia Civil, e pagou fiança no valor de R$ 2 mil. O jogador do time mineiro afirma que foi chamado de “macaco” em jogada dentro da área do Oeste no minuto final da partida. Ainda no gramado, o goleiro Rodolfo se defendeu da acusação, dizendo que também era negro. A polícia foi estipulada em R$ 2 mil e foi paga pelo clube, segundo o presidente do time, que esteve do lado de fora da delegacia, no bairro Floresta, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O atleta foi liberado por volta das 18h e na saída voltou a negar que tenha feito ofensas a Messias. Também nesta tarde, Messias foi ouvido por um delegado e saiu sem dar entrevista. Um assessor do clube disse que o jogador reafirmou em depoimento que foi chamado de “macaco” ao virar de costas, após uma disputa de bola. Após a partida, o jogador foi acompanhado por policias até à delegacia para registrou o boletim de ocorrência. Pelo Código Penal, o crime de injúria consiste em ofender alguém usando elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. A pena é de reclusão de um a três anos e multa. Em uma rede social, o América-MG lamentou o caso. “Perder é ruim, mas inaceitável mesmo é racismo. O zagueiro Messias recebeu injúrias raciais e isso não pode passar!”, disse o clube na postagem. O Oeste divulgou nota no site oficial, negando que Rodolfo tenha tido atitude discriminatória e dizendo que Messias “possa ter escutado algo de forma equivocada”. “Nós, do Oeste FC, repudiamos totalmente qualquer tipo de discriminação e garantimos que nosso atleta não teve essa atitude. Rodolfo, de cor negra, é totalmente contra o racismo, além de ser um profissional de conduta exemplar no dia a dia do clube. Leandro Amaro, zagueiro do Oeste e companheiro de Rodolfo, estava próximo aos atletas quando discutiam e garante que o goleiro não usou a palavra “macaco”, afirma que houve sim ofensas, de ambas as partes, mas não foram raciais. Acreditando que não haja má fé na ação de Messias, pensamos que o zagueiro do América possa ter escutado algo de forma equivocada e no calor do momento se exaltou. Acusado, Rodolfo já deu seu depoimento para a polícia”, disse o clube em nota. (G1)

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