Indígenas ocupam sede de secretaria em Juazeiro por melhorias no serviço de saúde

Um grupo de mais de 50 indígenas das tribos tuxi, tumbalalá e atikun dos municipios de Curaçá e Abaré, norte da Bahia, ocupam, há quatro dias, a frente da sede da Secretaria Especial de Saúde Indígena em Juazeiro (Sesai), orgão importante para garantir os direitos dos povos da região. Mais de 1.200 famílias no total são atendidas no polo da Sesai de Juazeiro.  Eles querem mais representação no Conselho Regional de Saúde Indígena e com isso, tentar garantir melhores condições do serviço de saúde oferecido nas comunidades indígenas.  A Sesai em Salvador informou que os representantes do conselho vão se reunir para discutir as reivindicações dos indígenas e que toma providências para reitegração do prédio em Juazeiro.  “Do conselho local, é de onde saem todas as demandas da nossa aldeia, da base para o conselho distrital que pertence a saúde em geral. Nosso povo não tem essa representação e está sendo prejudicado por isso”, diz o cacique Alcindo Feliciano dos Santos.  Eles se queixam do serviço de saúde oferecido nas comunidades. “Estamos sofrendo muito com falta de médico, de dentista, de remédio. A gente quer uma solução, voltar para casa com sua reivindicação na mão”, reclama a cacique Djanira Diniz Silva.
Os indígenas ainda também pedem a saída de uma assistente social que, segundo eles, está dificultando o atendimento nas comunidades. “Estamos sendo discriminados por parte dela. Queremos apenas que ela seja transferida para outro local. Porque para nós não serve”, afirma Alcindo Feliciano.

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